Uma Ação Transformadora para o Público Feminino
Entre os dias 28 e 30 de abril, Florianópolis (SC) será palco da ação Tenda Lilás, promovida pelo Ministério das Mulheres. O evento, que terá lugar no Largo da Alfândega, funcionará das 9h às 19h e irá oferecer uma gama de serviços gratuitos, além de orientação e atividades focadas nas necessidades das mulheres. Esta iniciativa é parte de uma estratégia mais ampla do Governo Federal, que visa ampliar o acesso à informação e fortalecer a rede de proteção às mulheres, especialmente no combate à violência de gênero.
Durante o evento, as participantes poderão usufruir de escuta qualificada, obter orientação sobre seus direitos, receber encaminhamentos para atendimentos e conhecer os fluxos de acesso a serviços públicos, como o Ligue 180. A programação também inclui rodas de conversa, atendimentos especializados, atividades culturais e ações de mobilização social, abordando temas cruciais, como o enfrentamento da violência, autonomia econômica, participação social e acesso a políticas públicas.
Colaboração entre Instituições e Comunidade
A Tenda Lilás contará com a presença de diversos órgãos, incluindo a Defensoria Pública, a Secretaria de Assistência Social, a Secretaria de Saúde, o Observatório da Violência contra a Mulher, a Prefeitura de Florianópolis, a Universidade Federal de Santa Catarina e movimentos sociais de mulheres e trabalhadores. Essas instituições estão unidas ao Ministério das Mulheres e ao Tribunal de Justiça de Santa Catarina, formando uma rede de apoio para as participantes.
Leia também: Mongaguá Celebra o Mês da Mulher com Diversas Atrações Culturais e Sociais
Fonte: edemossoro.com.br
Leia também: Cabo Frio Mobiliza Mais de 50 Agentes em Despejo de Casa de Acolhimento a Mulheres
Fonte: agazetadorio.com.br
O objetivo principal do projeto é facilitar o acesso à informação sobre os direitos das mulheres e os mecanismos de proteção disponíveis contra a violência de gênero. Assim, ao disponibilizar atendimento direto e orientação em um espaço público, a Tenda Lilás se propõe a aproximar os serviços da população, especialmente das mulheres que vivem em situação de vulnerabilidade.
“Nosso objetivo é mostrar onde essas mulheres podem buscar ajuda, quais são os fluxos de atendimento e os canais disponíveis, como o Ligue 180”, afirmou Tatiana Costa, gerente de projetos do Ministério das Mulheres e membro da equipe da Tenda.
Importância da Visibilidade e Discussão
A magistrada Nayara Blancher, integrante do Juizado de Violência Doméstica do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (Cevid/TJSC), destaca que a presença destas instituições em espaços públicos é fundamental para uma maior compreensão social sobre a violência de gênero. “A violência doméstica e familiar vai muito além do ‘olho roxo’. Dar visibilidade às diversas formas de violência e debater sobre o tema são práticas essenciais de enfrentamento”, enfatiza Blancher. Ela acredita que essa abordagem ajuda a mostrar para as mulheres os caminhos para acessar a rede de proteção e contribui para a diminuição dos casos de violência, principalmente em um contexto de alarmante aumento de feminicídios no estado.
Leia também: Consea Anuncia Lançamento do Programa Nacional de Saúde Indígena: Um Marco para a Saúde dos Povos Originários
Fonte: indigenalise-se.com.br
Uma Mobilização Contra a Misoginia
Além da Tenda Lilás, o Ministério das Mulheres e a Plataforma Mulheres Inspiradoras lançaram, em 26 de abril, a mobilização nacional Brasil Sem Misoginia. Este movimento visa ampliar o debate sobre a misoginia no Brasil e fortalecer o apoio ao Projeto de Lei 896/2023, que atualmente está em tramitação na Câmara dos Deputados. O lançamento ocorreu durante o encontro Mulheres Inspiradoras no Arnold South America, em São Paulo, que reuniu executivas, especialistas e líderes multissetoriais.
A Secretária Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, Estela Bezerra, ressaltou a importância da colaboração entre o poder público e a sociedade civil no combate à violência de gênero. A campanha surge em um contexto de preocupante aumento de ataques misóginos, especialmente nas plataformas digitais. O PL 896/2023 propõe a equiparação da misoginia a crimes de preconceito, com penas semelhantes às para crimes de racismo, e já recebeu aprovação unânime no Senado Federal.
De acordo com dados recentes, o Brasil teve 1.568 feminicídios registrados em 2025, e especialistas indicam que a misoginia frequentemente se manifesta como um precursor da violência contra mulheres, criando um ambiente de hostilidade e silenciamento. “Enfrentar a misoginia é crucial para mudar a cultura que alimenta diferentes formas de violência contra as mulheres”, afirmou a Ministra das Mulheres, Márcia Lopes.
As lideranças femininas e a sociedade civil estão engajadas na campanha Brasil Sem Misoginia, que também visa incentivar a produção de conteúdos e ações nas redes sociais, convocando cidadãos e influenciadores a se manifestarem em apoio ao PL 896/2023. A iniciativa pretende ampliar o debate sobre a misoginia, especialmente em um ambiente digital, onde ataques organizados contra mulheres têm se tornado cada vez mais comuns.
Sobre o Ministério das Mulheres
O Ministério das Mulheres é responsável por formular e articular políticas públicas que promovem os direitos das mulheres no Brasil. Sua atuação envolve a prevenção e o combate à violência de gênero, além da promoção da autonomia econômica das mulheres e o incentivo à sua participação em diversos espaços da sociedade. A Plataforma Mulheres Inspiradoras, por sua vez, se destaca como uma das maiores comunidades de liderança feminina da América Latina, reunindo executivas e líderes em prol da ampliação da presença feminina em posições de decisão.

