Xenofobia marca cobertura esportiva em Brusque (SC)
O repórter Luiz Moura, da Rádio Liberal+, foi vítima de ataques xenofóbicos durante a cobertura do jogo entre Brusque e Paysandu, realizado no estádio Augusto Bauer, em Brusque (SC), no último sábado (10). Ele relatou que recebeu xingamentos relacionados à origem dos profissionais do norte do Brasil, com acusações de preguiça e outros insultos direcionados a ele e à equipe do Pará.
Durante a cobertura do quadrangular da Série C, Luiz buscava informações com Márcio Tuma, presidente do Paysandu, sobre as ações do clube após o adiamento da partida, que só terminou no domingo (11). No entanto, torcedores do Brusque passaram a hostilizar os presentes, especialmente aqueles identificados com o estado do Pará, lançando ofensas e provocando o grupo da imprensa.
Interrupção agressiva na coletiva e reação da torcida
Em meio à entrevista coletiva, um torcedor do Brusque interrompeu a fala de Luiz com um comentário agressivo: “Joga uma carteira de trabalho que não sobra um aí”. Ao tentar registrar o momento, o agressor escondeu o rosto e fez um gesto obsceno, direcionado não só à equipe de imprensa do Pará, mas também ao presidente do Paysandu e aos torcedores presentes. Outros integrantes da torcida acompanharam o comportamento hostil, com insultos que incluíam chamar os visitantes de “imundos” e orientações para que voltassem para suas casas.
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Repercussão e desabafo do radialista
Nas redes sociais, o empresário Luciano Hang comentou o episódio, acusando Luiz Moura de vitimização e classificando os relatos como “mimimi”, ressaltando que Brusque prosperou sem se vitimizar. O radialista lamentou o comentário e afirmou estar “devastado” com a situação.
Luiz destacou que paraenses que vivem no sul do país enfrentam não só condições difíceis de trabalho, mas também o preconceito diário de moradores locais de cidades como Brusque, Curitiba (PR) e outras regiões do Paraná e Santa Catarina. Ele revelou ter recebido diversas mensagens de pessoas que passam pelo mesmo tipo de xenofobia, reforçando a gravidade do problema.
O repórter pretende registrar uma ocorrência policial para formalizar o ataque xenofóbico sofrido durante a cobertura esportiva, buscando também chamar atenção para o respeito necessário entre as torcidas e profissionais que atuam no esporte.

