O crescimento da inovação em Santa Catarina
Santa Catarina conquistou o título de segundo estado mais inovador do Brasil, ficando atrás apenas de São Paulo, conforme o Índice Brasil de Inovação e Desenvolvimento (IBID), elaborado pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi). Desde 2015, quando ocupava a terceira posição, o estado vem avançando consistentemente no ranking, alcançando o segundo lugar em 2020 e consolidando-se como um polo vital nas discussões sobre tecnologia e inovação no país.
Florianópolis: a Capital Nacional das Startups
Segundo Diego Ramos, presidente da Associação Catarinense de Tecnologia (Acate), o destaque de Santa Catarina tem raízes em decisões tomadas há cerca de 40 anos. Naquela época, Florianópolis dependia majoritariamente do setor público e do turismo sazonal. Para diversificar a economia, a cidade adotou a inovação como um componente central, o que a levou a ser reconhecida oficialmente como a Capital Nacional das Startups.
Os números confirmam esse avanço. Um levantamento do Sebrae Startups de 2025 revelou que o total de startups no Brasil cresceu 26,7% em um ano, saltando de 18.056 para 22.869. Santa Catarina abriga 2.239 dessas empresas, representando 9,8% do total nacional. Florianópolis destaca-se como a segunda cidade com mais startups no país.
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Etapas fundamentais para o ecossistema catarinense
Ramos destaca fases importantes na evolução tecnológica local. Durante os anos 1980 e 1990, o foco esteve em criar empresas e profissionalizar sua gestão, com a incubadora Midtec, fundada há 26 anos, desempenhando papel crucial. Nos anos 2000, surgiram os primeiros casos de crescimento em escala, atraindo atenção nacional. A partir de 2010, o ecossistema amadureceu com a entrada de venture capital, programas de inovação aberta como o LinkLab e uma estratégia internacional estruturada.
As universidades desempenham papel central nesse processo, especialmente a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Elas formam mão de obra qualificada e mantêm centros de pesquisa que alimentam o setor. A Fundação Certi, vinculada à UFSC, é exemplo de instituição que impulsionou o ecossistema, com diversas empresas de tecnologia originadas em projetos acadêmicos ou apoiadas por docentes e pesquisadores como fundadores e mentores.
Desafios para a consolidação internacional
Apesar dos avanços, o crescimento acelerado do ecossistema catarinense gera desafios, especialmente na formação de profissionais. Diego Ramos aponta a necessidade de ampliar capacitação em áreas estratégicas como inteligência artificial, ciência de dados e cibersegurança. Além disso, destaca a importância de criar condições para que esses talentos permaneçam no estado, garantindo sustentabilidade e competitividade no cenário global.

