Crime Brutal e Justiça
Um homem foi condenado a 35 anos de prisão em regime fechado por ter assassinado sua ex-companheira, Suzana Perez Valério, com 63 golpes de faca em Florianópolis. A decisão foi divulgada na terça-feira (5) pelo Tribunal do Júri da Capital e reflete a gravidade do caso, ocorrido em 1º de setembro de 2025, no bairro Saco Grande. O crime, classificado como feminicídio triplamente qualificado, contou com a aplicação da Lei Maria da Penha, que visa proteger mulheres vítimas de violência.
Além da pena privativa de liberdade, o réu foi condenado a pagar R$ 100 mil em indenização à família da vítima, e lhe foi negado o direito de recorrer em liberdade. O Ministério Público apontou que o crime foi motivado por ciúmes exacerbados, uma vez que o homem não aceitava a ideia de que Suzana pudesse se mudar para Pelotas (RS) sem ele.
A Motivação e o Comportamento do Réu
De acordo com as investigações, o comportamento do agressor demonstrava um forte sentimento de posse e controle sobre a ex-companheira. Insatisfeito com a possibilidade de ser deixado ou de que Suzana tivesse outros relacionamentos, ele optou por matá-la como uma forma de punição. O histórico de agressões do réu também foi um fator determinante para a condenação. Antes do assassinato, pelo menos três mulheres haviam acionado medidas protetivas contra ele por violência doméstica, evidenciando um padrão de comportamento agressivo.
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A Polícia Civil registrou que o homem tinha um histórico de agressões físicas e psicológicas, além de ameaças e tentativas de controle sobre a vida das vítimas. Depois de cometer o crime, ele fugiu e foi encontrado dias depois em Porto Alegre (RS), onde tentou buscar abrigo e apoio financeiro de uma ex-companheira, também vítima de suas agressões.
Impacto e Repercussão do Caso
O caso de Suzana Perez Valério levantou discussões sobre a violência de gênero e a necessidade de medidas mais eficazes para proteger as mulheres. O fato de o réu ter completado um período de apenas três meses fora da prisão, após ter sido detido por outros episódios de agressão, destaca as falhas no sistema de proteção às vítimas. Ao longo do relacionamento, que durou cerca de um ano, o casal já havia protagonizado várias brigas violentas, com registros de chamadas à Polícia Militar feitas por vizinhos na época.
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Uma vizinha, que ouviu a discussão entre eles, foi até a casa de Suzana e a encontrou caída, acionando imediatamente a Polícia Militar. O crime e suas circunstâncias alarmaram a comunidade e geraram um clamor por justiça, evidenciando a urgência de abordar a violência doméstica com seriedade e eficácia.
O Futuro do Processo Judicial
O processo ainda tramita em segredo de Justiça, mas o réu mantém a possibilidade de recorrer ao Tribunal de Justiça de Santa Catarina. Este caso, que revoltou a população, serve como um alerta para a necessidade de um comprometimento coletivo na luta contra a violência de gênero e para garantir que as mulheres possam viver sem medo. A união de esforços entre as autoridades e a sociedade civil é essencial para combater esse tipo de criminalidade e oferecer suporte adequado às vítimas.

