Debate sobre saúde e trabalho na cadeia produtiva do tabaco
Na quinta-feira (28), a cidade de Mafra, em Santa Catarina, sediou uma etapa importante do ciclo de seminários regionais promovidos pela Federação Nacional dos Trabalhadores na Indústria do Tabaco e Afins (Fentitabaco) e a Associação dos Municípios Produtores de Tabaco (Amprotabaco). O encontro, realizado na Fundação João XXIII, reuniu trabalhadores, gestores públicos, especialistas e representantes do setor produtivo da Região Sul para discutir os impactos sociais, econômicos e de saúde relacionados à cadeia produtiva do tabaco.
Apresentação técnica e debates sobre saúde do trabalhador
Um dos destaques do seminário foi a apresentação do toxicologista José Roberto Santin, que possui ampla experiência na área. Graduado em Farmácia-Bioquímica pela Universidade do Oeste de Santa Catarina, com mestrado em Ciências Farmacêuticas pela Universidade do Vale do Itajaí e doutorado em Ciências pela Universidade de São Paulo, Santin é professor da Univali e atua no Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas. Ele também integra a Sociedade Brasileira de Toxicologia (SBTOX), onde foi presidente entre 2022 e 2024 e atualmente é vice-presidente.
Além da exposição técnica, o evento contou com um painel de debates e um espaço dedicado à elaboração de um documento-base regional. Esse documento reunirá contribuições das entidades presentes, focando na saúde do trabalhador, desenvolvimento regional, geração de empregos, sustentabilidade econômica e perspectivas futuras para a cadeia produtiva do tabaco. A iniciativa busca consolidar uma construção coletiva entre municípios, trabalhadores e representantes institucionais da Região Sul.
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Fonte: triangulodeminas.com.br
Importância do diálogo para saúde e desenvolvimento
Segundo Rangel Marcon, presidente da Fentitabaco, o seminário reforça a necessidade de ampliar o diálogo técnico e social sobre a realidade das comunidades envolvidas na cadeia do tabaco. “Estamos promovendo um espaço de diálogo responsável, ouvindo trabalhadores, especialistas, municípios e entidades que conhecem a realidade da cadeia produtiva do tabaco. Precisamos construir caminhos que considerem saúde, emprego, desenvolvimento regional e a sustentabilidade econômica de milhares de famílias”, afirmou Marcon.
Gilson Becker, presidente da Amprotabaco e prefeito de Vera Cruz, destacou a relevância da iniciativa para fortalecer a participação dos municípios produtores no debate nacional. “Os municípios produtores possuem uma realidade econômica e social diretamente conectada à cadeia produtiva do tabaco. Este seminário contribui para ampliar a discussão institucional e garantir que as decisões relacionadas ao setor considerem os impactos concretos sobre as comunidades produtoras”, ressaltou Becker.
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Fonte: novaimperatriz.com.br

