Flávio Bolsonaro se distancia de Ciro Nogueira
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, fez um esforço para se distanciar politicamente do presidente do PP, Ciro Nogueira (PP-PI), após o desenrolar da nova fase da operação Compliance Zero da Polícia Federal. As investigações estão focadas em suspeitas relacionadas ao Banco Master e foram comentadas por Flávio durante sua agenda política em Florianópolis, Santa Catarina, na última sexta-feira (8).
Conforme informações da Folha de São Paulo, ao ser indagado sobre a possibilidade de Ciro compor uma chapa presidencial como vice, Flávio negou ter oficializado qualquer convite ao aliado, que em outras ocasiões já foi chamado por ele de “vice ideal”. O senador tentou minimizar o impacto da investigação em sua pré-campanha, afirmando: “nunca falei isso” e que via o nome de Ciro apenas como “um bom perfil” para uma eventual candidatura.
Em uma declaração contundente, Flávio afirmou a jornalistas: “Olha, vocês querem me vincular com o Ciro Nogueira, mas o Banco Master é do Lula”. A frase gerou repercussão, especialmente por ocorrer logo após a exibição do documentário A Colisão dos Destinos, que aborda a trajetória de Jair Bolsonaro (PL).
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Reação de Flávio Bolsonaro à investigação
Além das questões sobre sua proximidade política com Ciro Nogueira, Flávio Bolsonaro defendeu que não é justo que ele seja responsabilizado pelos atos de seus aliados. “Não é que as pessoas tenham proximidade comigo que eu vou ter que responder pelos atos dela, gente, pelo amor de Deus”, declarou o senador, afastando a ideia de qualquer responsabilidade sobre as ações do aliado.
Flávio também comentou sobre o andamento das investigações e ressaltou o direito de Ciro de se defender no Supremo Tribunal Federal. “Já falei várias vezes. [Em relação a] Ciro, são acusações graves e ele tem a sorte de responder a um relator que não vai sacaneá-lo como o Alexandre de Moraes fez com o presidente Bolsonaro. Um relator sério, que é o André Mendonça. Então ele vai se defender das acusações gravíssimas”, disse ele, demonstrando apoio ao colega.
Operação Compliance Zero e as investigações
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Na quinta-feira (7), a Polícia Federal deu continuidade às suas investigações, cumprindo mandados de busca e apreensão em endereços relacionados a Ciro Nogueira, como parte da operação Compliance Zero. Segundo os investigadores, o senador é suspeito de ter recebido valores de Felipe Vorcaro, primo de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. Além disso, a PF investiga possíveis pagamentos de gastos pessoais do parlamentar, incluindo viagens em jatinhos particulares.
Ciro Nogueira, por sua vez, negou as alegações e argumentou que a operação tem como objetivo manchar sua imagem política em um momento crucial do cenário eleitoral. “Todo ano político é a mesma coisa. Tentam parar de todas as formas quem lidera as pesquisas de intenção de votos”, afirmou o senador em uma publicação nas redes sociais.
Flávio Bolsonaro busca fortalecer sua pré-candidatura
Apesar do desgaste gerado pelas investigações que envolvem Ciro Nogueira, Flávio Bolsonaro continua a buscar apoio entre os partidos do centrão para fortalecer sua pré-candidatura ao Palácio do Planalto. O PP, partido presidido por Nogueira, faz parte de uma federação com o União Brasil e é considerado um ator importante nas articulações políticas para as eleições de 2026.
Durante sua estadia em Florianópolis, Flávio participou da exibição do documentário A Colisão dos Destinos, que relata a trajetória política de Jair Bolsonaro, atualmente cumprindo prisão domiciliar após ser condenado a 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado. O senador também esteve envolvido em reuniões políticas e um jantar com empresários, além de ter se encontrado com o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), pré-candidato à reeleição. A dupla visitou o Complexo Penitenciário de São Pedro de Alcântara, onde posaram para fotografias ao lado de policiais armados.
No próximo sábado (9), o PL realizará um encontro estadual aberto ao público em Santa Catarina, com a expectativa de impulsionar as pré-candidaturas de seus integrantes, como Carlos Bolsonaro e a deputada federal Carol De Toni, que estão cotados para concorrer a vagas no Senado.

