A evolução das vinícolas catarinenses
Florianópolis, 13 de maio de 2026 – O setor vitivinícola de Santa Catarina registrou um crescimento expressivo de 29% nos últimos seis anos. O número de vinícolas saltou de 263 em 2020 para 339 em abril de 2026, resultando em 76 novas fabricantes. Esse aumento não apenas destaca o empreendedorismo no segmento de alimentos e bebidas, mas também impulsiona o turismo rural. Os dados foram divulgados pela Junta Comercial do Estado de Santa Catarina (Jucesc).
O maior número de vinícolas está concentrado na cidade de Pinheiro Preto, localizada no Meio-Oeste. Com 33 fabricantes de vinho, Pinheiro Preto é responsável por aproximadamente 70% da produção estadual, o que lhe garantiu o título de “Capital Catarinense do Vinho”. Logo atrás, está São Joaquim, na Serra, com 32 vinícolas, enquanto Urussanga (13), Videira (11), Tubarão (10) e Nova Trento (9) também se destacam no cenário.
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Pequenos e Médios Negócios como Protagonistas
A maior parte das 339 vinícolas em Santa Catarina se categoriza como microempresas e empresas de pequeno porte, uma evidência da forte tradição de pequenos empreendimentos rurais. Vale ressaltar que a apuração da Jucesc foca apenas na produção de vinhos e espumantes, excluindo outras categorias, como suco de uva ou vinagre. Muitas dessas empresas ainda oferecem áreas para vinhedos e visitação.
Para entender melhor a complexidade do vinho catarinense, é possível conferir a reportagem na íntegra. A produção de vinhos finos e de altitude, especialmente, mostra o potencial do estado.
A Cultura do Vinho em Santa Catarina
Santa Catarina é cenário de diversas iniciativas inovadoras e tradicionais relacionadas à cultura do vinho. Na Serra Catarinense, destaca-se a Vindima de Altitude, um evento que reúne 27 vinícolas para celebrar a colheita da uva e promover o enoturismo. Municípios como São Joaquim, Urubici, Bom Retiro e Lages têm adotado práticas que atraem visitantes, oferecendo degustações e passeios pelos vinhedos.
No Sul do estado, a Denominação de Origem da Vindima Goethe se destaca. Essa variedade de uva virou um símbolo da região e honra a herança dos imigrantes italianos. O território é o único no Brasil que cultiva a uva Goethe, abrangendo cidades como Urussanga, Nova Veneza, Pedras Grandes e Cocal do Sul.
Em Nova Trento, no Vale do Rio Tijucas, a inovação está em alta. Produtores locais têm se aventurado no cultivo de uvas protegidas, que são cobertas com lonas plásticas semelhantes a estufas. Essa técnica protege as parreiras de condições climáticas adversas e controla a umidade, resultando em maior produtividade, mesmo em regiões onde o clima não é ideal para a viticultura.
Essas iniciativas não apenas reforçam o potencial do setor vitivinícola em Santa Catarina, mas também mostram como a combinação de tradição e inovação pode resultar em oportunidades de crescimento e desenvolvimento. Com a contínua valorização do enoturismo e a busca por qualidade na produção, o futuro das vinícolas catarinenses se mostra promissor.

