Expansão de mercados e fortalecimento da economia catarinense
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou, durante discurso em Florianópolis (SC), os avanços da economia estadual impulsionados por investimentos em crédito, exportações, educação, ciência e tecnologia. Lula ressaltou a força das cooperativas e a integração entre empresas e produtores rurais como pilares para o crescimento econômico regional.
Ele enumerou a abertura de 34 novos mercados internacionais para aves e derivados, 25 para carne suína, 37 para bovinos e 22 para pescado, totalizando 118 novos mercados acessados por Santa Catarina durante seu governo. No âmbito nacional, o presidente informou que o Brasil conquistou 690 novos mercados em quatro anos.
“Somando as quatro proteínas aqui em Santa Catarina, são 118 mercados que o Lula, aquele que eles não gostam, abriu para eles venderem o seu produto”, afirmou Lula, evidenciando o impacto das políticas adotadas para ampliar as oportunidades comerciais.
Políticas de crédito e educação como motores do desenvolvimento
A defesa das políticas de crédito para Negócios de diferentes portes também foi destaque no discurso. Lula enfatizou a importância da agricultura e das cooperativas catarinenses, além de relacionar a expansão das exportações a investimentos em infraestrutura, educação e formação profissional.
O presidente apontou que a ampliação da rede federal de ensino superior e tecnológico em Santa Catarina é uma das marcas de seus governos, destacando que, dos seis campi existentes no estado, cinco foram construídos durante sua gestão e a de Dilma Rousseff. Ele mencionou ainda que 32 dos 41 institutos federais catarinenses foram criados no período petista.
Entre as iniciativas citadas, destacou o programa Pé-de-Meia, criado para reduzir a evasão escolar no ensino médio por meio de incentivos financeiros vinculados à matrícula, frequência e conclusão dos estudos. O programa continuará ativo em 2026, com pagamentos regulares pela Caixa aos estudantes que atendem aos critérios.
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Ciência, tecnologia e exploração de recursos naturais
Lula associou a política educacional ao avanço científico e tecnológico, ressaltando a importância de investimentos em pesquisa, mesmo que os resultados não sejam imediatos. Ele citou a exploração de petróleo em águas profundas como exemplo de tecnologia desenvolvida a partir de décadas de pesquisa, informando que a extração já alcançou 7 mil metros de profundidade na margem equatorial, com petróleo de qualidade superior ao do pré-sal.
O presidente defendeu que os recursos obtidos com a exploração petrolífera sejam destinados à educação, tecnologia e saúde, afirmando: “Esse petróleo é para formar um gênio desse país”.
Outro ponto abordado foi o desenvolvimento da inteligência artificial em língua portuguesa. Lula destacou a necessidade de formar profissionais e criar tecnologia própria para evitar dependência de soluções estrangeiras.
Incentivos para data centers e exploração de minerais estratégicos
Lula mencionou a aprovação do Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (Redata), sancionado em 15 de setembro, que prevê incentivos para o setor, contrapartidas em pesquisa e desenvolvimento, além de estímulos à sustentabilidade e desconcentração regional.
O presidente afirmou que o Brasil pode atrair até R$ 500 bilhões em investimentos com a expansão dos centros de processamento de dados, aproveitando a disponibilidade de energia renovável no país, mas ressaltou que novos empreendimentos devem investir também em geração de energia.
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Além disso, Lula apontou a exploração de minerais críticos e terras raras como uma frente estratégica para o desenvolvimento nacional. Ele alertou para a necessidade de ampliar o conhecimento sobre o território brasileiro e desenvolver tecnologia própria para transformar essas reservas em riqueza, citando que o Brasil é o segundo país em terras raras, atrás apenas da China.
Para atender a essa demanda, o presidente anunciou a criação de novos cursos nos institutos federais e universidades, com o objetivo de formar profissionais qualificados para competir globalmente.
Contraponto à gestão da pandemia e convocação ao debate eleitoral
No discurso, Lula criticou a condução da pandemia de Covid-19 pelo governo Jair Bolsonaro, afirmando que esperava a formação de um comitê de crise com especialistas para orientar as ações. Ele defendeu a vacinação como instrumento essencial para a saúde pública.
Ao relacionar a pandemia ao cenário eleitoral, convocou seus apoiadores a apresentarem argumentos durante a campanha: “Me dê três motivos por que você vota no Bolsonaro e eu votar mil motivos por que eu voto no Lula”.
O presidente concluiu enfatizando que educação, ciência, tecnologia e geração de empregos qualificados devem estar no centro da estratégia de desenvolvimento do país, ressaltando que cuidar do futuro passa por investimentos nessas áreas.

