Russell lidera TL3 e confirma força da Mercedes em Monza
George Russell encerrou o terceiro e último treino livre para o GP da Itália na primeira posição, reafirmando a competitividade da Mercedes em um dos circuitos mais rápidos da temporada 2026 da Fórmula 1. A atividade realizada neste sábado (5) em Monza voltou a destacar o excelente ritmo da equipe alemã, que se manteve à frente antes da definição do grid de largada.
Enquanto Russell comandava a sessão, Gabriel Bortoleto enfrentava desafios com os pneus macios. O piloto brasileiro da Audi apresentou bom desempenho com os compostos médios, principalmente quando utilizou o vácuo de Nico Hülkenberg, mas voltou a ter dificuldades depois de trocar para os pneus mais rápidos. A equipe buscou ajustar o carro de Bortoleto durante o treino, realizando alterações no ângulo da asa para tentar melhorar o desempenho.
Condições de pista e estratégias das equipes
Monza apresentou temperaturas elevadas, com o asfalto chegando a 49°C, fator que influencia diretamente o comportamento dos pneus e a performance dos carros. A Mercedes, tradicionalmente mais afetada pelo calor, conseguiu superar esse desafio ao longo do fim de semana, demonstrando bom ritmo nas simulações longas e nos treinos livres anteriores.
Outras equipes como Ferrari, Red Bull e McLaren também mostraram velocidade para brigar pela pole-position, tornando a disputa ainda mais acirrada para a classificação que ocorreria algumas horas depois.
Bortoleto tenta reagir, mas pneu macio segue sendo problema
O TL3 começou com movimentação moderada, mas Bortoleto foi um dos primeiros a entrar na pista, acompanhado pelo companheiro Hülkenberg. Ambos fizeram voltas iniciais de instalação, que ajudaram a Audi a verificar o funcionamento dos carros, especialmente após problemas técnicos enfrentados em etapas anteriores da temporada.
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No decorrer da sessão, o brasileiro aproveitou o vácuo cedido por Hülkenberg para melhorar seu tempo e chegou a ocupar a sexta posição temporariamente com pneus médios, mostrando potencial na pista italiana. No entanto, ao trocar para os macios, Bortoleto não conseguiu repetir o bom desempenho e terminou o treino em nono, atrás do companheiro.
Dinâmica do treino e uso do vácuo entre equipes
O vácuo se confirmou como um elemento decisivo durante o TL3. Mercedes, Ferrari e Audi utilizaram a técnica para ajudar seus pilotos a melhorarem os tempos. A Mercedes, por exemplo, usou o italiano Antonelli para fornecer vácuo a Russell, que conseguiu a melhor marca da sessão com 1:22.463.
Já a Ferrari executou uma estratégia semelhante, com Hamilton e Leclerc alternando o papel de quem fornece e quem recebe o vácuo. Essa dinâmica promete ser um fator importante para a definição da pole-position na classificação.
Últimas tentativas e incidentes na pista
Nos minutos finais, a maioria dos pilotos voltou aos boxes para trocar pelos pneus macios e realizar as simulações de classificação. Verstappen, Hamilton e outros nomes importantes buscaram melhorar seus tempos, enquanto Bortoleto fez ajustes no carro, mas não conseguiu avanços suficientes para subir na tabela.
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O treino também teve momentos de tensão, como quando Russell e Piastri quase se tocaram na Curva 6 devido ao tráfego intenso, o que levou a uma análise da direção de prova, que decidiu não investigar o incidente.
Preparação para a classificação e desafios de Bortoleto
A última sessão de treinos livres reforçou a importância do vácuo e da estratégia na disputa por posições em Monza. A Mercedes aparece como uma das favoritas, enquanto a Audi ainda busca soluções para o desempenho dos pneus macios, crucial para o sucesso na classificação.
Bortoleto chega para a definição do grid ainda em busca do equilíbrio ideal para extrair o máximo dos compostos mais rápidos em uma pista que exige alta velocidade nas retas, cenário que já era apontado como desafiador para a equipe.
A classificação para o GP da Itália está marcada para acontecer ainda neste sábado, às 11h (horário de Brasília), definindo os primeiros lugares para a corrida em Monza.

