Homenagem a Renato Machado
O jornalista Renato Machado faleceu aos 83 anos na Clínica São Vicente, na Gávea, zona Sul do Rio de Janeiro. Em uma participação no Live CNN na última quinta-feira (16), Márcio Gomes, âncora do CNN Prime Time, prestou uma homenagem ao colega de profissão, destacando a relevância e o impacto de Renato na carreira jornalística nacional.
Legado e inspiração profissional
“Algumas notícias nos atingem com mais força, e essa talvez seja uma delas, por tudo que o Renato representou na nossa profissão, na nossa imagem. Quem não queria ser o Renato Machado?”, comentou Márcio Gomes, ao relembrar a trajetória do jornalista. Ele mencionou as diversas fases da carreira de Renato, desde o trabalho como repórter no Rio de Janeiro, passando pela atuação como correspondente internacional até se tornar âncora de telejornal, papel que Gomes também almejou.
Márcio destacou que Renato foi um verdadeiro guia em sua formação profissional. “A imagem dele era inevitavelmente um espelho para mim, um farol que eu queria seguir, para ser como ele, na inteligência, na cultura, na possibilidade de tratar de tantos assuntos”, afirmou. Além disso, ressaltou a versatilidade do veterano, capaz de abordar temas leves com leveza e assuntos complexos com profundidade e inteligência.
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Aprendizado e momentos compartilhados
O apresentador recordou ainda que chegou a substituir Renato durante suas férias, o que representou uma grande responsabilidade devido ao prestígio do colega. “Era uma lição de jornalista a cada reportagem e a cada ancoragem que ele fazia”, disse.
Apesar de não terem tido uma relação pessoal muito próxima, Márcio Gomes ressaltou a gentileza de Renato nos encontros que tiveram. Ele comentou uma fotografia de 2019, registrada em um aeroporto durante as gravações de uma chamada para o “Globo Repórter” com tema sobre viagens e experiências, que compartilhou em suas redes sociais.
Com bom humor, contou um detalhe curioso daquela ocasião: “Ele falava: ‘Não filma meu pé, estou sem meia’. Ele, tão elegante, estava sem meia no sapato. Ou muito elegante, já que muita gente hoje não usa meia, eu seria incapaz de não usar. Talvez o Renato estivesse à frente do seu tempo”, brincou Márcio Gomes.

