Florianópolis se destaca no cenário tecnológico brasileiro
Florianópolis conquistou a posição de capital brasileira com a maior porcentagem do Produto Interno Bruto (PIB) proveniente do setor de tecnologia, alcançando 21% do total em 2025. Reconhecida como a “Capital Brasileira das startups”, a cidade também apresenta a maior média de empresas de tecnologia por mil habitantes entre as capitais, com 12,6, ficando atrás apenas de Barueri, no interior de São Paulo, que tem 15,5 empresas por mil habitantes.
Faturamento expressivo impulsiona economia local
Esses dados fazem parte do Observatório de Inovação de Florianópolis, resultado de um estudo realizado pela Rede de Inovação da cidade, composta pela Associação Catarinense de Tecnologia (Acate) e a prefeitura local. Segundo o levantamento divulgado durante o Startup Summit 2026, a Grande Florianópolis foi responsável por 39,6% da receita total do setor tecnológico em Santa Catarina, gerando R$ 18,98 bilhões em 2025.
Especificamente, a cidade de Florianópolis registrou um faturamento de R$ 14 bilhões no último ano, representando um crescimento de 9,4% em relação ao ano anterior. A região concentra 11,3 mil empresas de tecnologia, o que corresponde a 33,2% de todas as empresas do setor no estado.
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Empregos e receita per capita reforçam o protagonismo
Além do faturamento, Florianópolis se destaca na geração de empregos na área tecnológica, com 44,8 mil vagas formais criadas em 2025. O desempenho per capita também é relevante: a cidade atingiu uma receita de R$ 23,8 mil por habitante-ano, ficando atrás apenas de Barueri e Santana do Parnaíba, municípios com forte presença de fintechs.
Quanto à distribuição das empresas por faixa de receita anual, a maioria (55%) faturou entre R$ 81 mil e R$ 360 mil, enquanto 29% tiveram receita até R$ 81 mil. Empresas com faturamento entre R$ 360 mil e R$ 1,5 milhão representam 15% do total. Florianópolis ainda abriga 286 empresas com faturamento entre R$ 4,8 milhões e R$ 10 milhões e 125 empresas que ultrapassam R$ 10 milhões por ano.
Especialistas reconhecem maturidade do ecossistema tecnológico
Diego Ramos, presidente da Acate, destaca que Florianópolis se diferencia não apenas pelo volume de faturamento e número de empresas, mas também pela concentração estratégica de tecnologia na economia local. “Quando 21% do PIB municipal vem da tecnologia, isso demonstra um ecossistema maduro e diversificado, capaz de atrair investimentos, reter talentos e gerar oportunidades de forma sustentável”, afirma.
Na visão do Secretário de Desenvolvimento Econômico de Florianópolis, Juliano Pires, esses números confirmam a inovação como identidade da cidade. “Florianópolis é conhecida como o Vale do Silício Brasileiro porque empreendedorismo e tecnologia se unem à qualidade de vida, natureza e infraestrutura. Cada nova empresa instalada significa mais empregos qualificados, mais renda na economia local e oportunidades para talentos locais construírem suas carreiras sem sair da cidade”, aponta.

