Design e tecnologia se encontram no troféu do GP de São Paulo
O troféu destinado ao vencedor do Grande Prêmio de São Paulo de Fórmula 1, disputado no Autódromo de Interlagos, carrega uma característica especial: a silhueta do mapa do Brasil integrada ao seu design. Produzido totalmente em titânio, o prêmio é resultado do trabalho da Btomec, empresa de Joinville, Santa Catarina, reconhecida pela qualidade em componentes automotivos.
Impressão 3D e inspiração nos motores V10
A Btomec aplicou tecnologia avançada de impressão 3D em metal, a mesma utilizada na fabricação de peças para supercarros europeus de alta performance. O formato do troféu remete ao coletor de escapamento dos motores V10, que marcaram época com seu ronco característico e se tornaram símbolo da Fórmula 1.
Fabio Castellotti, designer responsável pela criação, contou que o convite para produzir a peça surgiu em 2025. “Somos reconhecidos mundialmente pela nossa expertise em peças de titânio e inconel para carros superesportivos e exóticos europeus, e a F1 queria usar metal no troféu deste ano”, explicou.
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Fonte: olhardanoticia.com.br
Sobre o motor escolhido, ele acrescentou: “Para muitos apaixonados pelo automobilismo, inclusive eu, aquele som é praticamente a identidade musical da Fórmula 1. É algo que atravessa gerações e continua sendo associado ao esporte até hoje”.
Detalhes ocultos e homenagens que revelam a história
Além do design inspirado na mecânica dos motores, o troféu apresenta elementos visuais que se revelam conforme o ângulo de observação. A Curva do S, conhecida também como Curva do Senna, está representada ao longo da estrutura, simbolizando o desafio enfrentado pelos pilotos durante a corrida.
Os criadores destacam que a bandeira quadriculada da chegada aparece em um ângulo específico, enquanto o contorno do mapa do Brasil emerge quando o troféu é girado. A base reproduz o padrão de uma zebra de pista, com cores que remetem diretamente à bandeira nacional.
Processo de fabricação que une precisão e inovação
Para criar essa peça, foi necessário um processo tecnológico rigoroso. O modelo matemático foi convertido para o software de impressão 3D, onde o pó de titânio foi fundido camada por camada em ambiente controlado de argônio. Após a impressão, o troféu passou por cortes precisos por eletroerosão a fio, remoção manual dos suportes e eletropolimento para garantir o acabamento metálico brilhante antes da montagem final.
Wiland Tiergarten Júnior, diretor de operações da Btomec, ressaltou o significado do projeto: “A Fórmula 1 é uma referência, e poder fazer parte dessa referência, construir esse troféu e ter recebido essa tarefa é muito especial. Dá um frio na barriga enorme. Mas o mérito, claro, é de todo mundo. Temos uma equipe, na verdade, a melhor do mundo, com os melhores equipamentos do mundo, então não tinha como não dar certo”.
Ele também destacou o orgulho de ver um produto fabricado em Joinville no pódio da principal competição de automobilismo mundial. “Quando o campeão levantar o troféu, vamos sentir orgulho da nossa empresa brasileira, joinvilense, e de saber que a referência mundial em manufatura está aqui, no sul do Brasil. É muito legal”, completou.

