Entendendo a Realidade do Hantavírus em SC
Santa Catarina está atenta aos casos de hantavirose, especialmente após a repercussão mundial de um surto em um navio de cruzeiro. Contudo, as autoridades estaduais asseguram que a situação é diferente e não há evidências de transmissão entre as pessoas. Essa avaliação foi enfatizada nas redes sociais da Secretaria de Estado da Saúde, com destaque do superintendente de Vigilância em Saúde, Fábio Gaudenzi.
Segundo Gaudenzi, o hantavírus já está presente em Santa Catarina há mais de 30 anos, e os casos registrados estão geralmente relacionados ao contato com secreções de roedores silvestres contaminados. “Precisamos ter clareza de que o vírus já circula no estado, mas em um contexto completamente distinto do surto observado no navio”, destacou o superintendente.
Casos Confirmados e Recuperação em Seara
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A única confirmação de hantavirose em Santa Catarina, até o momento da publicação deste artigo, ocorreu em Seara, no Oeste do estado. A paciente, uma mulher de 60 anos que reside na zona rural, apresentou os primeiros sintomas em fevereiro e necessitou de internação, tendo sido transferida para Concórdia. De acordo com a Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive), a paciente recebeu alta no dia 13 de março, com recuperação completa após o tratamento.
As autoridades de saúde enfatizaram que a paciente não havia viajado recentemente antes do diagnóstico, e seus familiares não apresentaram sinais da doença, reforçando a inexistência de transmissão entre pessoas nesta variante do hantavírus.
Baixa Probabilidade de Epidemia
Em entrevista ao programa SC no Ar, da NDTV RECORD, a infectologista da Dive, Regina Valin, comentou que a possibilidade de epidemia em Santa Catarina é considerada bastante remota. De acordo com a especialista, o estado registra casos anualmente, especialmente em áreas com grande cultivo de grãos, onde a presença de roedores silvestres é mais significativa. A transmissão ocorre principalmente quando indivíduos entram em contato com secreções contaminadas, sendo a inalação de partículas no ambiente uma via comum de contágio.
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Esses casos costumam ser acidentais e estão geralmente ligados a atividades de trabalho ou à limpeza de locais infestados por roedores.
Histórico de Casos de Hantavirose em SC
Nos últimos seis anos, o estado de Santa Catarina registrou 92 casos de hantavirose. Em 2023, houve 26 confirmações; em 2024, 11 casos foram registrados; e, em 2025, 15 ocorrências. O aumento do foco de atenção sobre a doença se deu após a confirmação, pela Organização Mundial da Saúde, de um surto no navio MV Hondius, que partiu de Ushuaia, na Argentina, em abril deste ano.
Até agora, três mortes associadas ao surto internacional foram reportadas. Exames laboratoriais identificaram a cepa andina do vírus, a única variante conhecida com potencial de transmissão entre pessoas, embora especialistas afirmem que esse tipo de contágio é raro.
Sintomas e Vigilância da Hantavirose
Os sintomas iniciais da hantavirose incluem febre, dores no corpo, mal-estar, náuseas e dor abdominal. Em casos mais críticos, a doença pode evoluir rapidamente, levando a comprometimento pulmonar e insuficiência respiratória.
A Secretaria de Estado da Saúde (SES) de Santa Catarina informou que está realizando vigilância ativa para identificar e acompanhar casos suspeitos. As amostras coletadas são encaminhadas ao Laboratório Central de Saúde Pública de Santa Catarina (Lacen) para confirmação diagnóstica. Nesse contexto, o foco das autoridades de saúde permanece em manter a população informada e vigilante em relação à hantavirose.

