Greve dos Servidores de Florianópolis e a Reação do Prefeito
O prefeito de Florianópolis, Topázio Neto, do Podemos, fez um apelo em suas redes sociais para que os servidores municipais cessem a greve e voltem ao trabalho. Em uma mensagem contundente publicada no domingo (3), ele afirmou que a mobilização atual “não se justifica sob hipótese nenhuma”. Topázio destacou que a paralisação traz prejuízos não apenas para a população, mas também para os próprios servidores que, na maioria, continuam trabalhando. Ele ainda ressaltou que a greve foi considerada ilegal por decisão do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) na última quinta-feira (30), que determinou o retorno dos funcionários ao trabalho em até 24 horas.
“Isso é prejudicial para todo mundo. É prejudicial para a população, é prejudicial para os servidores que estão trabalhando na sua grande maioria e é prejudicial, sobretudo, para aqueles que faltam, em especial agora que a greve foi decretada ilegal”, declarou o prefeito em sua postagem.
Após a repercussão, Topázio fez um chamado ao sindicato, pedindo que o Sintrasem (Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Florianópolis) tenha bom senso e não coloque toda a categoria em risco. Ele ressaltou que todos os compromissos firmados em acordos coletivos estão sendo cumpridos pela administração municipal. Os servidores que não comparecem ao trabalho estão enfrentando penalizações salariais, com descontos nos dias não trabalhados.
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Nesta segunda-feira (4), o Sintrasem anunciou uma nova assembleia agendada para às 13h. Em resposta ao apelo do prefeito, a entidade afirmou: “Não vamos aceitar calados, não vão nos intimidar. Seguimos firmes para enfrentar os desmandos e exigir respeito à nossa categoria”.
A Greve e Seus Motivos
A greve dos servidores municipais de Florianópolis foi deflagrada após a categoria rejeitar a proposta feita pela administração de Topázio Neto durante as negociações referentes à data-base. O sindicato alega que não houve avanço em pontos considerados essenciais e que as negociações foram encerradas sem uma nova proposta satisfatória.
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Entre as reivindicações dos servidores estão a falta de um plano que cumpra a legislação federal sobre auxiliares de sala e a manutenção de portarias que, segundo eles, impactam negativamente a área da Educação. Na Saúde, as preocupações giram em torno da falta de definição sobre a recomposição salarial para técnicos de enfermagem e a fixação do piso salarial para Agentes Comunitários de Saúde e Agentes de Combate às Endemias.
Além disso, a pauta de reivindicações inclui a realização de concursos públicos para novos profissionais, a convocação de aprovados, a redução das terceirizações, a defesa da previdência pública e a diminuição da jornada de trabalho sem cortes salariais.
Resposta da Prefeitura sobre a Greve
Por meio de uma nota oficial, a administração municipal expressou sua insatisfação com a decisão do Sintrasem e reiterou que, ao longo dos últimos anos, tem mantido um diálogo constante com as categorias. A prefeitura afirmou ter cumprido integralmente todos os acordos firmados, como a aplicação do reajuste salarial baseado no INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) e a manutenção dos compromissos do Plano de Cargos, Carreiras e Salários.
A prefeitura também destacou que, apenas no último ano, mais de 1,9 mil novos profissionais foram convocados, o que é considerado um investimento significativo na valorização do serviço público. Em relação à educação, mais de 220 profissionais foram chamados, incluindo professores e auxiliares, enquanto na saúde, mais de 150 profissionais, entre dentistas, assistentes sociais e psicólogos, foram convocados, ampliando assim a capacidade de atendimento nas unidades de saúde.

