Centro de Biotecnologia Avançada da JBS
O JBS Biotech, recém-inaugurado no Sapiens Parque, é um marco na inovação da empresa, ocupando uma área de aproximadamente 4 mil metros quadrados. Essa estrutura conta com mais de 20 laboratórios dedicados a todas as etapas do processo científico, assegurando padrões internacionais de qualidade e segurança. Combinando diversas áreas do conhecimento, como biologia, química, engenharia e ciência de alimentos, a unidade visa promover uma aproximação entre ciência e indústria, acelerando o desenvolvimento de soluções que consigam chegar rapidamente ao mercado.
Entre as principais frentes de atuação do centro, estão a saúde animal, nutrição de precisão e o desenvolvimento de proteínas funcionais e alternativas. Isso se traduz em pesquisas focadas na criação de ingredientes com propriedades específicas, como proteínas com perfis balanceados de aminoácidos essenciais, que podem beneficiar desde o aumento da massa muscular até o suporte ao sistema imunológico e a melhora do desempenho metabólico. Essa abordagem sinaliza uma tendência crescente por uma alimentação mais personalizada, fundamentada em conhecimentos científicos e voltada às demandas individuais dos consumidores.
Crescimento do Setor de Proteínas e Suplementos
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O investimento da JBS em biotecnologia reflete uma tendência global que observa o crescimento expressivo do setor de proteínas e suplementos. Atualmente, o mercado de suplementos proteicos é avaliado em cerca de US$ 30 bilhões, com uma taxa de crescimento média de 10% ao ano.
De acordo com informações da empresa, a missão do JBS Biotech vai além da simples criação de produtos finais. A iniciativa busca também ampliar o conhecimento disponível e acelerar os testes e validações que podem ser aplicados em larga escala na indústria. “O JBS Biotech é capaz de desenvolver desde superproteínas até novos ingredientes bioativos para o mercado de alimentos e suplementos. Nosso foco não é apenas fabricar um produto acabado, mas sim gerar conhecimento e tecnologia, acelerar provas de conceito e abrir caminhos para futuras aplicações em escala industrial”, destacou Gilberto Tomazoni, CEO global da JBS.
Melhoria Contínua e Sustentabilidade
Além de fomentar a criação de novos produtos, o centro também se dedica à melhoria das opções já existentes. O conhecimento gerado nas pesquisas será fundamental para elevar os padrões de qualidade, eficiência, responsabilidade ambiental e segurança alimentar ao longo de toda a cadeia produtiva. Para isso, a estrutura do JBS Biotech utiliza análises moleculares avançadas e ciência de dados ômicos, que envolvem um extenso conjunto de dados biológicos, incluindo genes, proteínas e moléculas.
Um dos atrativos do centro é a criação de um biobanco, que será responsável pela preservação e organização de amostras biológicas. Esse recurso permitirá uma utilização estratégica da ciência e da tecnologia, extraindo o máximo valor de cada fase da produção agroindustrial.
Inovações em Saúde Animal e Economia Circular
O JBS Biotech também se propõe a atuar na área de saúde animal, desenvolvendo soluções focadas na prevenção e no controle sanitário. Nesse sentido, a biotecnologia desempenha um papel cada vez mais relevante, promovendo práticas mais seguras, eficientes e sustentáveis, que priorizam o bem-estar animal.
Essa iniciativa fortalece o modelo de economia circular da JBS, transformando coprodutos da cadeia de produção em bioingredientes de valor agregado, com a utilização de tecnologias de extração e bioconversão. Além de serem empregados na indústria alimentícia, esses insumos podem ter aplicações nos setores farmacêutico, cosmético, médico e de suplementos alimentares.
“Estamos mapeando o que antes era considerado subproduto para desenvolver novas aplicações industriais”, afirmou Fernanda Berti, CEO do JBS Biotech. A utilização de dados e tecnologias avançadas tem como objetivo otimizar processos e aprimorar a gestão dos sistemas produtivos.
Para Fernanda, o centro representa um avanço significativo na maneira como os alimentos são elaborados. “Estamos adentrando uma nova fronteira, onde é possível compreender o potencial dos alimentos proteicos em nível molecular e criar soluções com características nutricionais e funcionais adequadas às diferentes necessidades dos consumidores”, concluiu.

