Debate sobre Práticas Integrativas no SUS
No próximo dia 5 de maio de 2026, a Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados promoverá uma audiência pública para discutir duas décadas da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC). O evento está agendado para às 10 horas, embora o local ainda não tenha sido definido.
O objetivo deste encontro é fazer uma avaliação abrangente dos avanços conquistados e dos desafios enfrentados ao longo desses 20 anos de implementação dessa política no Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa visa garantir que a população brasileira tenha acesso a um atendimento de saúde mais humanizado e diversificado.
Dentre os convidados para a audiência, estão especialistas e representantes da sociedade civil que contribuirão com suas experiências e opiniões sobre o tema. A discussão se torna ainda mais pertinente, considerando o crescente interesse e a utilização das práticas integrativas no contexto da saúde pública.
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Fonte: soudesaoluis.com.br
A Portaria 971/06 do Ministério da Saúde reconhece oficialmente 29 práticas, incluindo: acupuntura, homeopatia, fitoterapia, yoga, reiki, quiropraxia, osteopatia, aromaterapia, cromoterapia e florais, entre outras. Essas abordagens são vistas como complementos fundamentais ao tratamento convencional, oferecendo alternativas que podem melhorar a qualidade de vida dos pacientes.
O deputado Giovani Cherini (PL-RS), que propôs a realização desse debate, destaca a importância da política de práticas integrativas como um marco na saúde brasileira. Em suas palavras, “as práticas integrativas e complementares contribuem significativamente para a promoção da saúde, prevenção de doenças e recuperação do bem-estar, ampliando as opções terapêuticas ofertadas à população brasileira”. Cherini acredita que o debate é crucial para mapear o futuro da política no SUS, considerando sua relevância nos dias de hoje.
É importante ressaltar que as práticas integrativas se tornaram uma fiel aliada no atendimento à saúde, especialmente em momentos de crise, onde a necessidade de abordagens que considerem o bem-estar físico e emocional dos pacientes se torna cada vez mais evidente. A proposta é que, através do debate, sejam elaboradas estratégias para superar os obstáculos que ainda persistem na implementação dessas práticas no sistema de saúde.
Além de promover a saúde, essas práticas podem influenciar positivamente a forma como as pessoas se relacionam com os serviços de saúde, tornando-as mais ativas e participativas em seus tratamentos. A audiência pública não apenas busca avaliar o passado, mas também projetar um futuro em que a saúde integral tenha um espaço garantido nas políticas públicas brasileiras.

