Sintomas Persistentes da COVID-longa
A COVID-longa é um termo que se refere ao conjunto de sintomas que permanecem por mais de um mês após a fase aguda da infecção pelo SARS-CoV-2. Esses sinais podem afetar diversos sistemas do organismo, com uma atenção especial ao sistema neurológico, o que pode impactar de forma significativa a qualidade de vida dos pacientes.
Qualquer pessoa que tenha contraído a COVID-19 pode desenvolver sintomas duradouros, independentemente da gravidade com que a doença se apresentou inicialmente. Pesquisas indicam que as mulheres e os adultos de meia-idade estão mais propensos a experimentar essas manifestações.
Principais Manifestações Neurológicas da COVID-longa
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Entre as manifestações neurológicas mais frequentemente relatadas estão:
- Alterações cognitivas, como dificuldade de memória, atenção e concentração, comumente conhecidas como “brain fog”;
- Anosmia, que é a perda do olfato;
- Alterações no paladar;
- Distúrbios do sono.
Esses sintomas podem persistir por meses e, em algumas situações, podem ultrapassar um período de 10 meses. Além das questões neurológicas, é comum que os pacientes também relatem outros sintomas associados, como fadiga intensa, dor muscular, cefaleia, falta de ar e tontura.
A Evolução dos Sintomas da COVID-longa
Os sintomas da COVID-longa não necessariamente se manifestam logo após a infecção. Enquanto alguns sinais aparecem ainda durante a fase aguda, outros podem surgir ou persistir na fase crônica da doença, podendo inicialmente ser assintomáticos e se agravarem com o tempo.
Diante desse quadro, a COVID-longa demanda uma avaliação e acompanhamento contínuos. Um estudo recente apontou diferenças regionais na busca por tratamento, ressaltando a relevância da atenção básica, do acompanhamento especializado e da atuação em equipe multiprofissional para o manejo adequado dos sintomas.
Impactos na Qualidade de Vida e Necessidade de Acompanhamento
A persistência dos sintomas pode comprometer o desempenho no trabalho, a saúde mental e, consequentemente, a qualidade de vida dos afetados. O acompanhamento regular é crucial, pois permite o monitoramento da evolução dos sintomas, a intervenção precoce e a reabilitação adequada, visando à melhoria funcional e social do paciente.
A gestão da COVID-longa deve ser realizada de maneira integral e multidisciplinar, envolvendo não apenas a atenção básica, mas também especialistas e serviços de reabilitação, sempre com foco no cuidado centrado no paciente.
Para melhor enfrentar as sequelas da COVID-longa, um acompanhamento ativo e um suporte psicológico também são essenciais, contribuindo para uma recuperação mais eficaz e abrangente entre os afetados.

